Riquíssimo Príncipes

E assim ficaram os "Riquíssimos" príncipes...
As suas mãos vi — cravejadas de espinhos —
Das rosas que eram para mim.
Mas eu? Rosas gosto no jardim.
E os espinhos...
Se é para doer, que seja;
Mas nunca pelo efémero,
E parti.
E ali ficaram as promessas
De palácios de cristal.
Mas brilho nos olhos não lhes vi,
E esse brilho não se compara
Ao de um qualquer brilhante.
E parti.
Um ofereceu-me um repasto,
Uma mesa infinita,
Cheia do que há — e do que ainda não existe.
Mas eu como pouco;
Por isso,
Com migalhas me contento.
Conhecendo isso em mim...
Fugi.
E ali os vi, ao longe,
De passadeiras aos pés
E aviões dourados com destinos conhecidos.
Mas eu prefiro voar
No dorso de uma ave
Que no seu corpo encerre
Todos os céus e todos os mares.
E escolhi.
Aos príncipes agradeci
O Tic-Tac dos seus relógios,
Que marcava a urgência
Da resposta que vinha de mim.
Caros príncipes:
Seus reinos são belos,
Os palácios de sonho...
Mas prefiro sonhar acordada
Que adormecer de ilusões.
Caros príncipes:
Eu sou feita de água, de fogo e de terra.
Só repousarei no abraço
De quem me liberte para o voo mais alto,
Mas que me ampare
A uns segundos do chão.
Meus príncipes,
As vossas histórias são belas.
Mas...
Eu...
Não sou um conto de fadas.

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