Na pupila de um estranho,
Colhi o abraço que me era devido.
No rastro de um estranho,
O resgate de quem sou, e existo.
Ao olhar de um estranho,
A sagração do que é simples:
Um sorriso que se faz abrigo,
Uma presença que não se ausenta,
Uma mão que, ao dar, me abranda.