O espelho



Na pupila de um estranho,
Colhi o abraço que me era devido.

No rastro de um estranho,
O resgate de quem sou, e existo.

Ao olhar de um estranho,
A sagração do que é simples:

Um sorriso que se faz abrigo,
Uma presença que não se ausenta,
Uma mão que, ao dar, me abranda.

O regresso

Regresso feliz 

Um abraço, que fosse apenas silêncio e chão,
Onde tivesse de provar nada,
nem a minha voz de defender alguém,
Sem causas nem explicações
Um abraço seguro,
limpo de cobranças,
livre,
que me dissesse nos olhos:
"Despe as armaduras!
deixa que sejas mulher, existe só. Basta"

Lágrimas

Foram choradas três:
Uma pela entrega (profunda), outra pela rejeição (o muro), e a terceira pela libertação (lição).

O espelho

Na pupila de um estranho, Colhi o abraço que me era devido. No rastro de um estranho, O resgate de quem sou, e existo. Ao olhar de um estran...